Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e água por baixo...
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena...
Alberto Caeiro
terça-feira, julho 24, 2007
sexta-feira, julho 20, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
De óbvio mau gosto e com pouca piada
O resultado da investigação à caixa negra do avião que sofreu o acidente no aeroporto de Congonhas apenas revelou o óbvio... A última frase registada era:
- TAMos a derrapar!!
- TAMos a derrapar!!
terça-feira, julho 17, 2007
Revelação: Saramago não é profeta
"Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha".
Ainda bem que não é, essa ideia assustava-me imenso. O resto da frase... nem comento.
Ainda bem que não é, essa ideia assustava-me imenso. O resto da frase... nem comento.
segunda-feira, julho 16, 2007
domingo, julho 15, 2007
Êxodo disfuncional
Para apoiar António Costa, vieram pessoas de todos os pontos do país. Muitos não sabiam porquê.
Sem votar, eleitores lisboetas estiveram em todos os pontos do país. Imagino que soubessem porque foram.
Portugal é um país complexo.
Sem votar, eleitores lisboetas estiveram em todos os pontos do país. Imagino que soubessem porque foram.
Portugal é um país complexo.
sexta-feira, outubro 22, 2004
A razão do Sôr Avelino
Não me surpreende a razão pela qual o Avelino Ferreira Torres saiu da Quinta das Celebridades. Afinal, já estava mais do que provado que ele não tinha estômago para aquilo.
terça-feira, outubro 19, 2004
Falta de escrita
Não tenho escrito porque não tenho nada para escrever. E essa ausência de motivo fez-me escrever. Então escrevi.
domingo, outubro 10, 2004
sexta-feira, outubro 01, 2004
Vida de cão
O Rex decidiu mudar de sexo. Está confuso, desanimado, quer ser diferente. Farto das tarefas do dia a dia, decidiu mudar para uma vida excitante (porque isto de ser bófia é uma seca), possivelmente a cravar ossos e Eukanuba num qualquer bar canino de New York. O seu primeiro passo foi mudar o nome. E disse: "A partir de agora chamem-me Rexona".
quinta-feira, setembro 30, 2004
O meu diário
Dia-bom-dia-mais-ou-menos-dia-mau-dia-assim-assim-dia-mau-dia-de-merda-dia-que-escapou-dia-bom-dia-mau. And so on.
terça-feira, setembro 28, 2004
Delírio II
Já alguém o saberia, é possível. Pelas paredes cinzentas que outrora amarelas foram, pingava vapor de água. Não se respirava. Espera, que entrou alguém. Espera, já disse. Espera! Passo a passo, já sem medo e já sem calma, voam cadeiras e vão caindo, um a um, como ele já planeara. Agora já não se respirava mesmo. Só a sua respiração, como se se pudesse arrancar dali a vida que os outros já não tinham, mas ainda assim não era possível fazê-lo, porque continuava a ser só a sua respiração e não a dos outros. Trágico e mórbido, sem que daquilo se pudesse fazer nada. Sem mais nada, braços pendentes e a desgraçada da lágrima pela bochecha abaixo, com o queixo sempre a tremer. Nada a fazer. Sem palavras e sem consolo, já as lágrimas corriam pelo peito. Muitas. Já num sufoco, sem esperança e sem apelo. Mais uma vez fugiu e mais uma vez não foi apanhada. Só o foi pela surpresa.
Delírio I
Ao subir da saia, muito acima dos joelhos, corre, corre, que alguém te apanha. Foge, foge, que eles vêm atrás. E se te atrasas, sem vontade de fugir e sem ganas de chegar, perde, perde. Se não te apanham, escapas. E ainda bem, que de maldade anda este mundo cheio. Gatunagem. Corre, corre e apanha-os.
sexta-feira, setembro 24, 2004
quinta-feira, setembro 23, 2004
Desgraças
- Nunca mais viste o Zé?
- Nem sabes... Morreu.
- De quê?
- Não sei, só me lembro que ele tinha um sopro no coração.
- Ah, então foi um ar que se lhe deu!
- Nem sabes... Morreu.
- De quê?
- Não sei, só me lembro que ele tinha um sopro no coração.
- Ah, então foi um ar que se lhe deu!
sexta-feira, setembro 10, 2004
Aviso
Cara Rebecca Gomperts, o Cabrão do Cão lança aqui um aviso, porque já ninguém tem cu para te ouvir:
ABORTA A MISSÃO!
ABORTA A MISSÃO!
terça-feira, setembro 07, 2004
Bizarre Love Triangle
Every time i think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
While every day my confusion grows
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
New Order
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
While every day my confusion grows
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
New Order
segunda-feira, setembro 06, 2004
Ideias férteis
Também eu conseguia formar uma associação pró-aborto.
Basta dar-lhe um nome do tipo "Sem culpa", "Fode à vontade", "Bebés há muitos", "Barriga killer", ou "Estou-farta-deste. Quem-quer-células-estaminais?".
Se tivesse um barco para abortos chamava-lhe "Gone with the sea".
Basta dar-lhe um nome do tipo "Sem culpa", "Fode à vontade", "Bebés há muitos", "Barriga killer", ou "Estou-farta-deste. Quem-quer-células-estaminais?".
Se tivesse um barco para abortos chamava-lhe "Gone with the sea".
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